|
brazilyellowpages.com
|
|
|
A ÚNICA
CORRIDA NO ESTADO DE SÃO EM PAULO EM 1968/1969 Por Carlos de Paula Durante longos anos, de
1940 a 1966, o autódromo de Interlagos
era o único autódromo asfaltado do Brasil. Isso não significa que não havia
corridas em outros lugares do Brasil. De fato, no mesmo período foram
realizadas corridas em cidades do interior
de São Paulo, como Araraquara, Piracicaba e Santos, e diversos outros
estados, como Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia,
Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Brasília, Goiás, Rio Grande do
Norte, Ceará e Alagoas. Mas apesar dessa
diversidade geográfica, a cidade de São Paulo, e por conseguinte, o estado,
era o principal pólo automobilístico do Brasil. Ali se realizavam as provas
mais tradicionais, as Mil Milhas, 500 km, 12 Horas, 24 Horas, 6 Horas, e maioria
das poucas provas internacionais realizadas no período. Mas em 1968
o Estado estava órfão do autódromo. Interlagos fora fechado para reformas,
com o objetivo de colocar a pista no padrão internacional, e a reforma, que
deveria durar alguns poucos meses, durante mais de dois anos. de fato, São
Paulo ficou sem autódromos, e quase sem corridas, durante 1968 e 1969. A exceção no Estado
foi uma prova de Fórmula Vê, realizada em Campinas no começo do ano de 1968.
Esta cidade do interior paulista não era iniciante no automobilismo. De fato,
ali foram realizadas diversas corridas, na pista de terra do circuito do Chapadão,
na década de 30, que revelou, entre outros, Chico
Landi. Esta seria a segunda
prova de Fórmula Vê em circuito de rua, pois no ano
anterior se realizara uma corrida em Niterói, Estado do Rio de Janeiro. O
circuito de 2.200 m se localizava no Parque do Quirino, e por ser muito estreito,
era ideal para os pequenos monopostos. O Circuito do Parque do
Quirino Como sempre, é difícil
dizer com certeza quantas pessoas compareceram às provas de rua, mas estima-se
que 20.000 pessoas estiveram no local naquele domingo. Apesar de pouca experiência
com a organização de provas, o Automóvel Clube de Campinas teve uma
performance excelente. Os horários foram cumpridos, havia dois bombeiros por
curva e ambulância no local e até mesmo os prêmios foram pagos no mesmo dia. Infelizmente, somente um
piloto carioca compareceu à corrida, Ricardo Achcar. De resto, todos os pilotos
eram do Estado de São Paulo. Entre as novidades, estreava o Amato-Vê, nas mãos
do seu construtor, o ex-motociclista Salvatore Amato, e o AC-Vê, construído
por Anísio Campos, e dirigido por Chiquinho
Lameirão. Emerson dominou. (Fonte Revista Auto Esporte) Nos treinos, Emerson
Fittipaldi marcou o melhor tempo, 1m34s 5/10, seguido de Lian Duarte, Wilson
Fittipaldi Jr., o piracicabano Walter Hahn, Achcar, José
Carlos Pace, Cacaio, Pedro
Victor de Lamare, Eduardo
Celidônio, Maneco Combacau, Silvio Toledo Piza, Salvatore Amato, e por fim,
Lameirão, que não marcou tempo. Os carros alinharam na disposição 2-1-2,
dada a pouca largura da pista. ...e Pace fez o que
podia (Fonte Revista Auto Esporte) Pedro Victor acabou não
largando no domingo, e Emerson ganhou as duas baterias, com certa facilidade,
marcando o mesmo tempo nas duas! Foi dele também o recorde de volta. Lian
Duarte conseguiu o segundo lugar em ambas as baterias, usando um motor preparado
por Paulo Goulart da Dacon. Pace chegou em terceiro nas duas baterias, apesar de
um motor com problemas. Foi seguido por Wilsinho, Achcar, Combacau, Cacaio,
Walter Hahn, todos eles com, Fitti-Vê. Na 9a. posição chegou Lameirão, com o
AC, cujo motor deixava a desejar, seguido de Amato, Celidônio e Toledo Piza.
|
|
Send mail to carlosdepaula@mindspring.com
with
questions or comments about this web site.
|