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BRASILEIROS NA FORMULA 3 Por Carlos de Paula 1974 De um modo geral o ano
de 1974 foi um ano difícil para quase todas as categories do automobilismo
mundial, salvo a Fórmula 1. A causa principal foi a forte recessão mundial,
causada pelo primeiro choque do petróleo de 1973, que por conseguinte, criou a
a percepção (falsa) de que o esporte automobilístico era um desperdício
enorme de petróleo. A categoria que mais sentiu o baque foi a Fórmula 3
inglesa. Os grids cheios e provas disputadas de 1973 deram lugar para grids que
freqüentemente tinham menos de dez carros, havendo a vezes a necessidade de
incluir carros de outras categorias, para a coisa não ficar tão feia. Em uma
prova de um dos torneios ingleses, só dois carros da categoria largaram! Entretanto, diversos
brasileiros haviam planejado um ataque à categoria em 1974, e pelo menos um
deles com um forte esquema, na teoria. O mais bem sucedido acabou sendo Alex
Dias Ribeiro, campeão brasileiro de Formula Ford em, 1973, e que já havia
disputado algumas provas de F-3 no final daquele ano. Alex resolveu disputar os
campeonatos com um GRD, o que não era uma má idéia em 1973, só que o carro
de 1974 não era grande coisa. O patrocinador de Alex era a Hollywood, e ao todo
o mineiro radicado em Brasília disputou vinte corridas e obteve três vitórias,
e diversas outras colocações entre os seis primeiros. Alex teve quebras de
equipamento que o impossibilitaram de disputar algumas provas, mas ganhou já na
sua quinta corrida, em Snetterton, depois ganhando também am Oulton
Park e Brands Hatch. Acabou sendo vice-campeão de um dos torneios. José
Pedro Chateaubriand trouxe diversos patrocinadores brasileiros, entre os
quais a SPI e a Rodão, para a equipe de fábrica da March, inegavelmente a
melhor posição na categoria. Entretanto, seu companheiro de equipe Brian
Henton, dominou amplamente os dois campeonatos, mas o brasileiro mesmo só
obteve dois segundos lugares, sem o destaque do inglês. Chateau disputou vinte
e sete corridas, e obteve seus segundos lugares no final do ano, em Brands Hatch
e Oulton Park. Já Marcos Moraes,
desconhecido piloto no próprio Brasil, comprou GRDs e compareceu às corridas
num ambicioso Team Brasil. Pontuou na sua primeira prova, 5°
em Silverstone, mas também havia tão poucos concorrentes que o difícil era não
pontuar. Problemas com equipamentos e adaptações afastaram a equipe da maioria
das provas da primeira metade do campeonato, mas a partir da terceira corrida de
Silverstone, o carro preto estava de volta numa base permanente. A melhor colocação
de Marcos foi 4°,
em Thruxton, já no final do ano, e ao todo, pontuou sete vezes. Seu irmão Luis
Moraes também disputou duas provas, obtendo um bom quinto lugar em
Snetteron, e abandonando em Silverstone. Outro piloto a
correr com o team Brasil foi Julio
Caio, que chegou em 6°
em Silverstone, na sua estréia, e abandonou em Snetteron. Daí por diante a
equipe nunca mais alinhou dois carros, somente o carro de Marcos. Marivaldo
Fernandes alugou um carro da
March quando estava na Inglaterra e realizou o sonho de correr na Europa,
chegando num excelente quarto lugar em Silverstone. Teleco,
que no ano anterior disputara algumas provas da categoria, só conseguiu largar
três vezes, e depois desapareceu dos circuitos ingleses. Seu melhor lugar foi sétimo.
E quando Henton já
tinha garantido os dois campeonatos, certamente por concessão aos
patrocinadores brasileiros, a March inscreveu Jan
Balder em duas corridas. Infelizmente a sua performance foi longe do
desempenho de Henton, abandonando uma prova e chegando em décimo, na outra. Ao todo, oito pilotos
brasileiros disputaram ao menos uma prova do campeonato. Desses, somente Alex
conseguiria atingir a Fórmula 1, embora Chateaubriabnd tenha corrido na Formula
2 no ano seguinte. QUADRO
COMPARATIVO - FORMULA 3 1974
3 Vitórias 1 Vice-Campeonato
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