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Copyright © 2003 Carlos de PaulaNão pode ser reproduzido sem a permissão do autor FUSCA
NAS CORRIDAS BRASILEIRAS Por Carlos de Paula O
impacto do Fusca no mundo automotor brasileiro é indiscutível. Foi o carro
mais produzido no País, e centenas de milhares de fuscas ainda rodam pelo
Brasil inteiro, apesar da fabricação do modelo ter sido interrompida em 1986 (voltou
a ser fabricado por algum tempo, por iniciativa de Itamar Franco, em 1993, em números
incipientes). Muitíssimos brasileiros aprenderam a dirigir em fuscas, tiveram-no
como seu primeiro carro, e não é de se surpreender que o fusca também tenha
tido um grande impacto no automobilismo de competição. Foi escola em todos os
níveis. Táxi-mirim, rádio patrulha, só faltou ser o carro presidencial... A
VW escolheu o Brasil como um dos seus principais mercados já no início dos
anos 50. De fato, embora diga-se que Juscelino Kubitschek implementou a indústria
automobilística brasileira, a VW já havia estabelecido instalações no Brasil
em 1952, para montar veículos enviados da Alemanha na forma CKD (completely
knocked down). Em 1954, os VW já
tinham 40% de nacionalização. Os
primeiros VW tinham um motor bem fraco, de 1200 cc, sem veia competitiva. Cabe lembrar que nos anos 50, o preparo de
motores VW ainda não estava desenvolvido em nenhum país. Curiosamente, o Sedã
VW teve uma excelente atuação na primeira edição (1956) daquela que se
tornaria a prova de maior prestígio no Brasil: as 1000 milhas. Mas era um
fusca fajuto. Christian Heins e Eugenio Martins dirigiram um sedã VW equipado
com motor Porsche de 1500 cc. E o pequeno carrinho se misturou no meio das
poderosas carreteras, chegando em heróico segundo lugar! VW-Porsche
de Bino Heins/Eugenio Martins: 2o. nas Mil Milhas de 1956 Depois
dessa excelente performance, o VW hibernou nas competições brasileiras. Vira e
mexe, algum piloto preparava um VW para corridas, mas entre os carros de menor
cilindrada os prediletos eram o DKW-Vemag e o
Gordini/Dauphine (1093). A VW foi a única
entre as fábricas de carros que decidiu não participar do automobilismo de
competição na fase inicial. Até a estatal FNM, sempre em situação pré-falimentar,
teve uma atuação destacada no início da década, com os modernos (para a época)
JK, dando algum apoio aos pilotos. Durante
a década de 60, desenvolveu-se o preparo de motores VW. Um fator que contribuiu
para esse desenvolvimento foi a criação da Fórmula Ve nos Estados Unidos, em
1962. Assim que a VW brasileira decidiu apoiar a formação da F-Vê no Brasil, em 1966.
A categoria durou só dois anos nessa fase inicial, mas colocou a VW em posição importante no
esporte automotor, devido ao fechamento das três equipes de fábrica então
existentes (Simca, Vemag e Willys). De fato, a partir de 67 os fuscas começaram
a aparecer em profusão nas pistas brasileiras. Os irmãos
Fittipaldi prepararam um fusca de 1600 cc que ganhou uma importante corrida,
as 12 Horas de Porto Alegre de 1968. No ano seguinte, foram um pouco além, e
prepararam um Fusca bi-motor, que tinha 3 litros de capacidade total. Assustava
nos treinos, mas nas corridas nunca terminava. E o Puma, (GT Malzoni) que fora criado para
a plataforma DKW, começou a usar os componentes VW a partir de 67. Diversos
Puma-VW competiram no Brasil, de 1968 a 1972, além do Lorena, um bonito GT com
panca de Ford GT-40 que competiu até 1970. Heve
com motor VW 2 litros superpreparado: o papa-tudo da Divisão 4 com
Mauricio
Chulam Além
dos fuscas de competição, alguns dos quais chegavam a ter 2 litros de
capacidade, e que ameaçavam carros de maior cilindrada, diversos protótipos foram
construídos com mecânica VW. Para começar o AC, construído
por Anísio Campos, além do ‘Patinho-Feio”, o Heve, o Sabre, o Polar,
Manta, etc., etc. O próprio Protótipo Fitti-Porsche foi equipado,
posteriormente, com motor VW. Quando foi criado o
Campeonato Brasileiro de Turismo
(Divisão 3),
em 1971, o Fusca
reinou supremo, até aparecerem os primeiros Chevette, Brasilia e Passat de
competição a partir de 1974. O único outro carro na classe do Fusca, até então,
era o Ford Corcel que nunca foi um bom carro de corridas, apesar de o seu motor
equipar o Fórmula Ford brasileiro. Fausto Dabbur ganhou a primeira corrida da
D-3 na qual um Fusca bateu os potentes Opala, em 1973. Edson
Yoshikuma (Gledson) e Julio Caio (Hollywood) batalham em Interlagos, 1973 Em 75, o
desenvolvimento dos Fusca de 1600cc era intenso, mas eventualmente o campeonato
de Divisão 3 acabou, e foi criada uma nova categoria: a Hot Cars, em essência
a Divisão 3 sem os carros grandes. Nesta
categoria, os Fusca continuaram a batalhar intensamente com o Passat, também da
VW, até que a categoria acabou a nível nacional. Entretanto, Fuscas continuam
a correr no Brasil, de Norte a Sul, até hoje, am torneios de Hot Car e copas
especiais para Fuscas. Fusca
com cara de brabo: Guarana Menezes, 1974
AUTOMOBILISMO BRASILEIROSérie de artigos informativos O FINAL DA FASE ROMANTICA DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO INAUGURAÇÃO DOS AUTÓDROMOS DO PLANALTO CENTRAL A ÚNICA CORRIDA NO ESTADO DE SÃO EM PAULO EM 1968/1969 VOANDO A 180 POR HORA NO PARANÁ O FIM DA PROMESSA DA DIVISÃO 3 PILOTOS BRASILEIROS NO MUNDIAL DE MARCAS (Corrigido) DELÍRIOS, DEVANEIOS, DESEJOS E DESILUSÕES O DEBUT DA FORMULA FORD BRASILEIRA TORNEIO BUA DE FORMULA FORD - 1970 CAMPEONATO BRASILEIRO DE VIATURAS ESPORTE DE 1971/1972 25 HORAS DE INTERLAGOS DE 1974 - REVANCHE DOS OPALA 500 KM DE INTERLAGOS DE 1974 - APOGEU DA DIVISÃO 3 CARROS DE PRODUÇÃO BRASILEIROS NO AUTOMOBILISMO - 1956 a 1980 A (QUASE) ULTIMA VITORIA DE CAMILO CHRISTOFARO A DESPEDIDA DE PEDRO VICTOR DE LAMARE RIVALIDADE PAULISTA/CARIOCA NO AUTOMOBILISMO QUEM GANHOU A CASCAVEL DE OURO DE 1973? RESENHA DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO - 1973 RESENHA DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO - 1974 RESENHA DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO - 1975 EQUIPE JOLLY - ALFAS GTA NO BRASIL A TEMPORADA DE JOSÉ CARLOS PACE EM 1972 A CARREIRA INTERNACIONAL DE INGO HOFFMAN A POLITICA NO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO PILOTOS ESTRANGEIROS NAS TEMPORADAS BRASILEIRAS DE 1970 A 1972 AUTOMOBILISMO NO INTERIOR DO BRASIL EQUIPE WILLYS - OS TEMÍVEIS AMARELINHOS 15 MINUTOS DE FAMA - LORENA E BRASINCA AUTOMOBILISMO BRASILEIRO - ANTES DE 1970 GALERIA DE PILOTOS BRASILEIROS QUE CORRERAM NO EXTERIOR CAMPEÕES DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO CURIOSIDADES DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO BRASIL - COMEÇO DO CELEIRO DE PILOTOS - 1966-1971 RESULTADOS DO TORNEIO BRASILEIRO DE F-2, 1971 RESULTADOS DO TORNEIO BRASILEIRO DE F-2, 1972 1972 - CONSAGRAÇÃO DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO VENCEDORES DE CORRIDAS NO BRASIL SCHUMACHER: É O MELHOR DA HISTÓRIA? EQUIPE HOLLYWOOD - COMEÇO DO PATROCÍNIO COMERCIAL CHEVROLET OPALA NAS COMPETIÇÕES BRASILEIRAS MECÂNICA CONTINENTAL - ONDE ELES ESTÃO? PIONEIRISMO DE EMERSON FITTIPALDI FUSCA NAS CORRIDAS BRASILEIRAS MARCOS DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO 25 HORAS DE INTERLAGOS DE 1973 DIVISAO 4 - A CATEGORIA QUE QUASE DEU CERTO COPERSUCAR FITTIPALDI: ACERTO OU ERRO? PATROCINADORES PIONEIROS DO AUTOMOBILISMO BRASILEIRO KARTISMO - A RAZÃO DE SERMOS UM CELEIRO DE PILOTOS
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